Participante: Na busca de descobrir quem somos, vejo nos grupos de
espiritualidade se falar muito em Despertar a Consciência, em Acordar a
Consciência, Expandir a Consciência, Ampliar a Consciência, Libertar a
Consciência. Eu também participei disso tudo e até mesmo como fundador de grupos
como esses... Não seria esta uma forma, de no fundo no fundo, reforçar ainda
mais os processos do Ego e da Mente? Aparentemente, ao valorizar a Consciência
deste modo inicia-se uma busca por conhecimento sem fim... Eu e um amigo meu
uma vez, chegamos à conclusão de que na verdade, o Amor organiza o conhecimento
confuso em caixinhas, para depois despejá-lo no Mar... Quer dizer, quando nos
tornamos conscientes das coisas, na verdade não é porque já associamos uma
imagem a um julgamento, ou seja já julgamos? Quando usamos e nos identificamos
com o pensamento para formar as nossas consciências já não estaríamos nos julgando
automaticamente, já que a Razão (divisor das coisas) é o motor deste pensamento
humano? A fim de descobrirmos quem somos, não seria melhor falar em despertar a
Inconsciência? Porque me parece que de consciência estamos lotados... E se
formos pensar em unidade como o conjunto de todas as consciências, daí teríamos
ali um Super Egão, Um gigante desperto do Conhecimento, e de um conhecimento
que nada é... O verdadeiro trabalho aqui, para sabermos quem somos, não seria
então o de desconstrução da Consciência, ou seja, colocar todos os símbolos da
nossa consciência como iguais, sem valorizá-los de formas diferentes e
despertar o "Inconsciente"?
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